4 04UTC Março 04UTC 2009 por Heitor Neto
Já parou para se perguntar quem é você? Quem escreve seu destino? Quem faz tuas escolhas?
Synecdoche me deixou parado. Não consegui ver todo de uma só vez. Precisei parcelar para deixar meu cérebro processar e descomplicar o que lia (e ouvia).
Estranhamente você se torna espectador de sua própria vida. Você pode escolher quem faz teu papel, decidir suas falas, atitudes e reparar erros. Mas você faz tudo da mesma forma e ainda se questiona se está fazendo certo.
O filme é cheio de frases soltas que nos fazem pensar (e muito) em nosso papel aqui, no que estamos procurando, no que decidimos, no que escolhemos! O fato de existir a possibilidade de você escolher quem faz seu papel na vida é, para mim, uma forma de comprovar que, na maioria das vezes, estamos querendo viver a vida de outras pessoas, como se essas vidas fossem melhores que as nossas. É uma prova que não existe perfeição, mas que passamos a vida buscando por ela e acabamos deitados six feet underground.
Sério, tem muito mais que isso. É Charlie Kauffman elevado ao quadrado (é sua estréia na direção)! É Hoffman, Morton e Williams, juntos e fantásticos. É parecer confuso em muitos momentos e ver que quase nada clareia quando o filme termina. É parar, olhar pro teto, escutar Little Person e se perguntar: quem vai guiar teus passos?
Tudo é mais complicado do que pensam. Só vêm um décimo do que é verdadeiro. Há milhões de pequenos laços agarrados a cada escolha que fazem. Podem destruir a vossa vida cada vez que fazem uma escolha. Mas talvez não o saibam durante 20 anos e talvez nunca venham a saber a sua origem. E só têm uma hipótese de o conseguir. Apenas tentem e imaginem o vosso próprio divorcio. E ainda dizem que não há destino, mas há, aquele que vocês criam. E mesmo que o mundo continue por gerações e gerações só aqui estão por uma fração de um segundo. A maior parte do vosso tempo é gasto estando morto ou ainda não tendo nascido. Mas enquanto estão vivos, esperam em vão por uma chamada ou uma carta ou um olhar, por alguém ou alguma coisa para que tudo faça sentido. … Alguma coisa que vos faça sentir ligados. Alguma coisa que vos faça sentir completos. Alguma coisa que vos faça sentir amados. … E porque ninguém queira escutar a minha miséria, talvez porque tenham a sua própria.
Maria! Lembrei de ti! Precisa ver logo!
Publicado em ****, Drama, divX | Deixar um comentário »
4 04UTC Março 04UTC 2009 por Heitor Neto
Baixei o filme há bastante tempo. Fiquei sabendo desse filme (assim como muitos outros) num canto que sempre visito. Não foram poucas as indicações indiretas e são quase sempre certeiras! Protelei diversas vezes e só nesta quarta calorenta de março que resolvi assistir. Aquela de que a vida imita a arte cabe muito bem aqui! E, como havia lido neste mesmo canto, me lembrou um pouco de Linklater. Acho que até por este mesmo motivo que cheguei até ele. Essa coisa de diálogos me encantam bastante.
Duas pessoas, um quarto de motel, alguns cigarros e diversas hisórias.
Nos tornamos confidentes sem ao menos sermos convidados! Estamos a todo tempo ouvindo contos, casos e reclamações. Tempos atrás, no ônibus, uma senhora (não de muita idade) puxou assunto comigo, se eu disse 3 frases foi muito. Mas fiquei feliz de ter cumprido meu papel. Ela, com certeza, chegou melhor em casa!
A troca de palavras é natural. Eu teria criado as mesmas espectativas e me vi ali, deitado na mesma cama, fazendo as mesmas coisas, as mesmas perguntas, ditando as mesmas respostas!
Chega ser bonito a forma que nos entregamos quando sabemos que não teremos mais contato com aquela pessoa, ao mesmo tempo que se mostra triste a verdade: a gente esconde tanto pela vergonha!
Publicado em ***, Drama, Romance, divX | Deixar um comentário »
28 28UTC Fevereiro 28UTC 2009 por Heitor Neto
Conheço, do Boyle, pouca coisa. Acho que este foi o quarto que assiti e confesso que fiquei embasbacado.
Já adianto que não li nada antes de assistir o filme. Sabia sim, de todos os prêmios faturados, mas o que me motivou mais foi a quantidade de fonte no torrent (hoho)! Queria ver um filme novo, e rápido! O que li depois pouco fez diferença, até fiquei me perguntando o motivo de tanta comparação com o nosso Cidade de Deus!!! Vai entender… ou melhor: será que eu entendi? rs
Fiquei encantado mesmo. Primeiro pelas crianças do filme! Lindas, de todas as formas. Trabalharam muitíssimo bem, melhor até que muito marmanjo que está no ramo há, pelo menos, 2 vezes a idade delas! Em seguida o desenrolar da história, não esperava que o cara conseguisse contar uma hitória de amor, aparentemente tola, de uma forma interessante! Claro que tiveram seus momentos mela-cueca e outros do tipo nó-que-tosco, mas ainda assim me convenceu! Depois a fotografia, a Índia tem todas aquelas cores mesmo?
Ah, e tenho que destacar o final mesmo, o cara fechou muito bem o filme! Fiquem até não ter mais nada no telão! Ou na telinha… vai saber!
Publicado em ****, Drama, Romance, divX | Deixar um comentário »
27 27UTC Fevereiro 27UTC 2009 por Heitor Neto
Publicado em **, Drama, Romance, divX | Deixar um comentário »
26 26UTC Fevereiro 26UTC 2009 por Heitor Neto
Publicado em ***, Drama, divX | Deixar um comentário »
25 25UTC Fevereiro 25UTC 2009 por Heitor Neto
Eu tenho mesmo que falar do filme?
Nuss… apenas não percam seu precioso tempo!
Publicado em *, Suspense, divX | Deixar um comentário »
23 23UTC Fevereiro 23UTC 2009 por Heitor Neto
Você precisa de algo, mas é incapaz de agir sozinho. Você encontra alguém para dividir o fardo, mas este alguém não tem culhões para encarar a boiada. Este alguém chama outro alguém que faz uma M do tamanho do universo.
O filme segue a linha das idas e vindas à la Iñaratu, mas com legendas explicativas. Tem nomes interessantes no elenco e interpretações bem comandadas numa história pobre, diga-se de passagem. Não me encheu muito os olhos, ou não atingiu as expectativas que criei com o nome sugestivo.
Assisti numa tacada só. Não cansou, tampouco empolgou. Mas o filme toca numa coisa que andei pensando nestes dias: nossas ações, reações e estímulos. A montagem do filme nos permite interpretações diferentes de atitudes por mostrar, muitas vezes, a reação antes de mostrar a ação. Daí a gente se livra de pré-conceitos e pára para prestar atenção no que realmente a pessoa quis fazer.
Uma nota interessante: tenho um faro absurdo, nos filmes que vejo, sobre coisas relacionadas ao Brasil. Seja uma música que toca numa cena qualquer, seja um nome num Outdoor qualquer, uma camisa, citação ou qualquer outra coisa que faça menção à nossa terra. Isso sempre me empolga! Mas neste filme não fiquei muito contente quando eles tocam no Rio! Acho que por dois motivos: 1. já se tornou ridículo a forma como eles confundem nossa língua, ou brincam com ela, e 2. me pareceu que aqui seria o lugar ideal para se esconder de algum apuro. Até se tenta uma referência ao amor de dois personagens… mas comigo essa não colou!
Publicado em **, Comédia, Drama, divX | Deixar um comentário »
20 20UTC Fevereiro 20UTC 2009 por Heitor Neto
Lembro que em um churrasco meses atrás reencontrei uma amiga que não via há tempos. Conversando ela me contou que estava fazendo pós em Antropologia e, acho que como a maioria das pessoas que brinca com isso, fez logo a piada: Pô, antropologia é coisa de velho. Mal sabia eu que, pouco tempo depois estaria mandando um e-mail pra ela falando sobre uma das cadeiras da faculdade e que tinha um trabalho para apresentar sobre Frans Boaz… Ela, muito educada, me respondeu numa boa e se mostrou contente. Eu, que antes tinha realmente este preconceito, na hora me vi como que vítima da própria piada. Realmente estava me interessando pela matéria. O porquê desta história? Bom, Madeinusa me fez gostar ainda mais e me deixou ainda mais curioso sobre o assunto. Preciso separar um tempo para pesquisar mais e até mesmo comentar com certo professor sobre o assunto! O nome Madeinusa é, na verdade, um erro cometido por diversos povos latino-americanos (Uma junção dos termos Made In USA). Com a supervalorização da cultura norte americana, muitos destes povos usam de certa ‘americanização’ para se sentir mais próximos a eles. Na prática chega a ser antagônico, já que a maior parte deles se dizem contra este tipo de prática. Política à parte Madeinusa não chega a ser uma história interessante, mas me despertou a curiosidade sobre os rituais religiosos e como a tradição e cultura local influenciam na crença; em como somos tão diferentes em valores e verdades. Nenhum ator conhecido, diretora-roteirista iniciante. Não acho difícil alguém dizer que gosta do filme… Deveras interessante, mas, em minha opinião, não passa muito disso!
Publicado em **, Drama, divX | Deixar um comentário »
18 18UTC Fevereiro 18UTC 2009 por Heitor Neto
Publicado em **, Comédia, Drama, divX | Deixar um comentário »
14 14UTC Fevereiro 14UTC 2009 por Heitor Neto
Uma das coisas que o cinema consegue nos proporcionar é a possibilidade de observar a mesma situação vista (e vivida) de formas bem diferentes. Quem conhece (e aprecia) o cinema europeu consegue comprovar exatamente o que afirmo aqui. É muito diferente a visão que se tem da vida, do mundo e, principalmente, dos valores. Pensando assim, a estética da recepção (Obrigado Latuff) faz muito mais sentido. Não tem como não levar em consideração sua cultura quando se trata de julgamentos.
Uma pessoa dura é dura em qualquer lugar. A mesma pessoa que aprende a ser só. Aprende a não se deixar dependente dos outros, a se virar sozinha, ser auto-suficiente. Estas mesmas características são fáceis de encontrar em diversas pessoas, em qualquer lugar do mundo. O que vai diferenciar, neste caso, é como conseguimos ‘quebrá-la’.
O filme é curto, mas sua mensagem não passa despercebida. Falamos em mudanças, em decisões duras que são tomadas na juventude e que, por orgulho, nos transformam em seres humanos durões. E os papéis se invertem: é a moça jovem que dá a lição na coroa. É a mulher que faz o marido colocar os pés no chão.
Algumas coisas aqui podem não fazer muito sentido… Mas na minha cabeça elas fazem! Isso que importa!
Publicado em **, Drama, divX | Deixar um comentário »